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25 de mai. de 2014

Resenha: O Diário da Princesa

Olá, blogueiros!

Então estou de volta depois de quase um mês sem abrir nem mesmo o painel do Blogger.
Não é fácil fazer administração e biologia ao mesmo tempo. Minhas reservas de energia e neurônio estão acabando. Ufa!

Mas mesmo assim, enrolada em tanto trabalho por fazer, tenho lido a melhor coleção da Meg Cabot (na minha opinião): Diário da Princesa. Estou lendo o terceiro livro e tenho pra dizer que nunca li tão rápido os livros de alguma série.

Todos conhecem a princesa Mia Thermopolis, tanto pelo filme da Disney quanto pelo sucesso da série, todos muito merecidos. Mesmo que já tenha meus 18 anos na cara e devesse gostar de livros mais adultos, simplesmente me apaixonei pelos desastres da Mia. Devo confessar que meu amor por eles começou com eu era bem pequena e minha mãe me deu "Lições de Princesa" com a esperança de eu me tornar mais educada e subir menos em árvores. MAS, não funcionou. :P

Mas qualquer adolescente se identificaria com Amelia. Uma menina nada popular, sem seios (detalhe muito importante) e que tem como sonhos namorar com o cara mais popular da escola e ajudar o Greenpeace.

1) Eu também era da "mesa dos excluídos" na minha época de escola.
2) Eu também queria que o meu corpo fosse como o das outras meninas mas, infelizmente, eu não tinha e inclusive usava óculos e roupa rosa. Why God, why?
3) Eu também queria a atenção do menino que todas (TODAS) as meninas queriam e também percebi depois que era um tremenda bobagem.
4) Greenpeace? Cara, eu quero ser bióloga!

P.S: Ainda bem que alguns anos na vida de uma pessoa podem dar peito, tirar o óculos da cara e o rosa do armário. E também arrumar um namorado muito mais bonito que o idiota da escola. HAHAHA



Se o destino quisesse (juro que eu não iria ficar com raiva) também poderia me fazer princesa como ela, sabe. Mas mesmo sem a rebeldia da Mia contra seu futuro, continuaria rindo sozinha de cada um dos diários. Sua amiga/psicóloga/produtora, as meninas do rosa, sua mãe totalmente irresponsável e grávida, uma avó totalmente louca...

Só fiquei chateada porque li o final do Princesa No Limite e ela tava dispensando o Michael, a próxima maior paixão dela. Como assim?????? Preciso ler tanta coisa até ter uma explicação! Estou frustada... Enfim, leiam também! Enquanto isso eu vou continuar o Princesa Apaixonada <3


6 de mai. de 2014

Resenha: Queria Que Você Estivesse Aqui


Oi pessoal!

Hoje vim com mais uma resenha (deveria postar com mais frequência mas mal tenho tempo pra terminar os livros que comecei). Hoje vou falar de um livro de Francesc Miralles: Queria Que Você Estivesse Aqui.

Sinopse
No dia em que completa 30 anos, Daniel, um prestigiado arquiteto barcelonês, é abandonado pela namorada. Em pleno naufrágio pessoal, escuta o disco da cantora Eva Winter, que ganhou de presente da única amiga que manteve desde a faculdade. Para sua surpresa, as músicas parecem falar de sua própria biografia. Intrigado, Daniel toma uma decisão insólita: sem avisar ninguém, muda-se para Paris em busca da cantora misteriosa. Lá, muitas surpresas o esperam... e, talvez, o amor da sua vida.


Sim, o livro me surpreendeu muito! Li todas as 245 páginas sem ter a menor ideia do que iria acontecer no final, com quem o Daniel iria voltar pra Barcelona, ou se iria ficar em Paris.
Durante a trama, Daniel conhece a Eva que contou sua biografia e também começa a receber emails de uma tal Mary (muito fantasiosa por sinal). Sua ex mulher também reaparece no fim do livro, mas ao contrário do que eu esperava... Bem, não vou contar. Posso dizer que embora tenha ficado contrariada, Daniel recebeu um grande presente de aniversário ♥

É um texto bonito, cheio de palavras rebuscadas, mas é uma leitura deliciosa. Com romance e mistério como o autor promete.

- Minha frases preferidas:

"Quando você luta com todas as forças para tirar proveito das oportunidades, acaba sem saber por que faz as coisas."

"Sempre achei que os presentes são espelhos das pessoas que os oferecem, não só porque tenhamos a tendência de escolher aquilo que gostaríamos de receber, mas também porque são uma mensagem sobre como nos veem e o que esperam (ou não) de nós em cada época."


22 de jan. de 2014

Resenha: O Teorema Katherine


Como sempre, John Green me surpreendeu (mais do que com A Culpa é das Estrelas).

O Teorema Katherine fala sobre Colin Singleton. Um garoto prodígio extremamente nerd, que aprendeu a ler aos 3 anos, lê 400 páginas por dia e é fluente em mais de 10 idiomas. Porém, como todo nerd, seu índice de popularidade é ínfimo. Mas por algum motivo, Katherines adoram seu possível futuro brilhante. 19 Katherines ATÉ AGORA.

O problema: Colin é um prodígio em declínio e não é importante (embora queira ser) e então as Katherines terminam seus relacionamentos com ele. Geralmente duram apenas alguns dias, porém a K-19 (antiga K-1) o deixou após quase 1 ano.

E tudo que Colin quer é dar um jeito de preencher o vazio que sente e tê-la de volta. O que o leva à Gutshot, Tennessee, numa viagem de carro junto com seu melhor amigo (árabe) Hassan. Durante o tempo que permanecem lá muitas coisas acontecem e mexem com o emocional sensível de Colin enquanto ele tenta desesperadamente terminar seu Teorema que deve explicar qualquer fim de relacionamento com base na dicotomia Terminado/Terminante.

Além da história ser fantástica e ter me prendido do início do fim, aprendi várias coisas de nerd como por exemplo:

- Eureca quer dizer Achei.
- Eu te amo, em árabe, se diz Ohiboke.
- Não se usa mais "antes de Cristo" e "depois de Cristo" cientificamente e sim "antes da era comum" e "era comum".
- Não é cessário beber 8 copos d'agua por dia.
- Nikolas Tesla tinha amor por pombos.
- Thomas Edison não inventou a lâmpada, mas sim aprimorou a ideia de Sir Humphry Day.
- Os tubos catódicos das televisões foram inventados por um garoto de 14 anos chamado Philo T. Farnsworth.
- Judeus e muçulmanos não comem carne de porco.
- Vespas ferroam várias vezes, abelhas apenas uma.
- Existe um recorde de cuspe de caroço de melancia de 20,27m de distância.

Ok, agora leia o livro pra saber o resto.



"É possível amar muito alguém.
Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai
ser páreo para o tamanho da saudade que você
vai sentir dela."


5 de dez. de 2013

Resenha: Trilogia Jogos Vorazes


Acabo lendo meus livros e esquecendo de fazer as resenhas aqui. Mas desta vez terei que escrever algo sobre a trilogia mais perfeita que já li. Hunger Games!

Uma mistura de agonia e tristeza, felicidade e coragem, dúvidas frequentes, psicológicos instáveis e muita, muita ganancia. O primeiro dos livros, Jogos Vorazes, nos apresenta Katniss como a garota mais corajosa que se poderia esperar de alguém que precisa cuidar da família sozinha em um lugar onde a fome reina. Seu único amigo e companheiro de caçadas, Gale, está sempre ao seu lado.

E os Jogos começam levando Katniss e Peeta, o menino do pão que depois se torna muito mais que isso. Quem joga com quem? Ou deveria jogar contra a Capital? O final me surpreendeu muito!

Desafio colocado, agora a Capital quer ver Katniss morta a todo custo no segundo livro, Em Chamas. Novos jogos, desafiando o psicológico de cada vencedor que já conseguiu sair da Arena vivo. Cada tributo é posto contra o outro, pra mostrar pro resto dos distritos que nem os mais fortes sobrevivem ao dedo cruel da Capital.

Mas claro que isso não da totalmente certo e no terceiro livro, A Esperança, cade um dos agora 13 distritos se rebela e junta forças pra destruir a controladora e fútil capital de Panem. Milhares e milhares de mortos, alguns distritos quase que completamente dizimados. Tudo na causa de derrubar a corte que está fazendo do que sobrou da humanidade, um circo.

Durante o último livro fiquei dentro de uma reviravolta de emoções sem fim. Momentos em que achava que tudo daria certo, que ainda havia realmente ESPERANÇA e outros momentos em que achei que a guerra estava perdida mesmo sabendo que não seria possível terminar o livro assim. Agonia e dor tomam conta na Parte III mas a lição da trilogia é melhor que todo o resto.

No fim, o que nos leva a sobreviver é a coragem, subumana as vezes, mas ela faz com que passemos por cima de tudo por aqueles que nos são importantes. E escondida lá no fundo, nossa força é sentir que somos amados por alguém, porque quando percebemos que não há a quem recorrer no fim do dia, isso tira toda a coragem de lutar.

Mas lutar pelo que queremos, de verdade, é a única forma de mudar. E aí fica a dica pra nossa sociedade de hoje. Collins apenas demonstrou de forma extrema e realista o que nosso futuro nos guarda, na pior das hipóteses.




2 de nov. de 2013

Resenha: O Diário de Anne Frank


Então, uma das minhas paixões, se não a maior, são livros. Muitos livros.
Sempre tenho algum na bolsa, na cabeceira da cama, alguma reserva em alguma biblioteca e uma lista enorme pra futuras adquirições.
Como pra mim leitura é algo rotineiro, postarei aqui resenhas dos livros que leio.

Eis a primeira. Um livro que me encantou demais.

Diário de Anne Frank

Todo o mundo conhece a história.
Não é necessário dizer que é sobre a menina judia, presa em um esconderijo durante a II Guerra Mundial escrevendo cartas à sua amiga imaginária Kitty. Mas enquanto se lê o livro você simplesmente entende Anne, ou talvez ela te entenda. Li uma vez que as vezes você lê o livro e as vezes o livro te lê. E é verdade.
Sob muitos aspectos, Anne soube como me dizer coisas que eu não encontraria palavras para tal. Obviedades não tão óbvias. Um ponto de vista tão esperançoso para um tempo de guerra que não consigo adquirir nem no meu próprio tempo.
Vemos a guerra que ocorre DENTRO DELA MESMA. Uma guerra entre ser o que se é e o que se ama. E o ser o que os outros querem que você seja. E essa guerra é cheia de altos e baixos.
Uma guerra que ocorre o tempo todo dentro de mim.
Durante o livro vemos Anne gozar de sua vida de luxo, cheia de amigos e amores. Logo depois a ameaça de guerra obriga todos a viverem em um lugar pequeno, insalubre e cheio de pessoas de personalidades diferentes o suficiente pra gerar muita discussão. Principalmente sobre Anne, a menina mal criada, que tem opinião sobre tudo e sabe demais pra pouca idade que tem.
Me diga se não é assim que as pessoas nos tratam aos 14. Até uns 20 e tantos talvez.
Vemos Anne se apaixonar e se decepcionar com amor. Vemos ela sofrer os traumas de adolescência. A bipolaridade que nos consome.
Enfim, Diário de Anne Frank foi um dos melhores livros que já li em toda a minha vida e indico a qualquer um que me pedir sugestão.



"Continuo tentando  encontrar a maneira 
de ser como desejo ser, como poderia ser 
se não houvesse mais ninguém vivo no mundo..."